[00:07.74] Há 180 dias [00:13.41] Um sono profundo [00:19.35] Profundamente em paz [00:23.70] Não de quem dorme, nem de quem morre mas apenas está [00:30.90] Apenas está uma das metades num descanso horizontal [00:42.70] E a outra metade numa ausência mortal [00:53.34] 180 dias que me chamam de vegetal [00:58.91] Há 180 dias com a merda do cheiro a hospital [01:04.62] 180 dias que me chamam de vegetal [01:10.23] Há 180 dias com a merda do cheiro a hospital [01:17.96] À minha volta dou daqueles que por amor [01:29.36] Não perdem a esperança [01:37.21] Como a de uma criança que à lua quer chegar [01:39.56] [02:03.05] Apaguem as máquinas [02:05.31] Arranquem os fios [02:08.36] Assim como eu arranquei a minha própria vida [02:11.39] Não carregarei nos ombros o peso duma alma perdida [02:16.23] Apaguem as máquinas [02:18.12] Arranquem os fios [02:20.19] E neste último dia serei um cobarde [02:22.92] Um cobarde que teve o que merecia [02:25.12] Apaguem as máquinas [02:26.80] Arranquem os fios [02:28.61] Apaguem as máquinas [02:30.09] Arranquem os fios [02:32.07] Apaguem as máquinas [02:33.48] Arranquem os fios [02:36.67] Há 180 dias a hibernar [02:42.52] Valerá a pena despertar? [02:47.88] A realidade terei de enfrentar [02:59.38] A realidade de quem acabou de matar